domingo, 19 de setembro de 2010

Eleições 2010

Demorei para realizar uma nova postagem. Infelizmente não sou nenhum vagabundo que fica esperando a boa vontade (ou proposta de conluio) do Estado para seguir na luta do dia-a-dia pela sobrevivência. Tenho que sangrar pelo dia seguinte e é isso que eu fiz. Fiquei sem tempo. Lá fora não está nada fácil para a iniciativa privada autônoma.

Enfim.

Época de eleições. Mais um novo momento para o povo brasileiro exercer o seu direito ao sufrágio. Mas em quem votar?

O posicionamento de cada partido e suas posições (e consequentes resultados nas pesquisas) nos fazem pensar cada vez mais como o povo se acostumou (e no fundo, sempre aprovou) o fisiologismo nesse país. Nada é de acordo com a lei, com o bem estar social (social.... palavra prostituída, não?), com os interesses do país.É sempre uma troca, em que, não importa que bem seja entregue, resulte num benefício superfluo. Nem que mais tarde seja retirado de suas mãos por uma consequencia que era previsível e prosaica.

Esse é o retrato das eleições de 2010.

Daqui não a muito tempo só por estas palavras talvez venha a ser considerado Inimigo do Estado. Duvida? Vamos ver.

A adesão do partido governamental às práticas ilícitas e antidemocráticas é notória e explícita. A "oposição" é contra, e realmente é muito mais idônea que o cinismo apresentado pelo governo, mas, no fundo, também quer clamar a propriedade por programas assistenciais transformados em terríveis instrumentos de captação de votos que se valem da miséria e da situação que, sim, a própria ideologia esquerdista ajudou a criar. Dizem que o capitalismo não pode existir sem a pobreza, mas é o oposto. Sem a pobreza, não há votos (e a necessidade viciosa de um Estado paternalista) e a elite esquerdista não poderia se perpetuar populistamente no poder. O capitalismo privilegia a mudança, o comunismo, a estagnação. Democracia e Brasil aparentemente não combinam.

Chavez ou Vargas, não importa. O futuro será um Estado inchado, censura, vazio intelectual e a implosão econômica.

Estamos com um estuprador fazendo a vigília de um pensionato de virgens e o amigo tarado é que faz a oposição contra o que está ocorrendo.

O que fazer? Nada. Todo o sistema que é falho na sua incepção acaba, uma hora, falhando irremediavelmente. É esperar que isso aconteça e o povo sinta de verdade a sua carne sangrar pelo chicote que ele mesmo entregou ao seu algoz.

Parece simplismo que eu fique acusando a ideologia esquerdista de tudo de mal que ocorreu no país, mas se você analisar, já passou o tempo do Brasil ser uma criança em termos de democracia e passar a ser um adulto. Já faz muito tempo que esse pensamento anacrônico está aí e nada muda. Dezesseis anos. Nunca houve um fomento verdadeiro da sociedade civil, do trabalho pesado recompensado. Tudo que sempre vimos (e ainda vemos) foi a manutenção do poder por um Estado oligárquico de políticos profissionais que sequer conseguem se manter aonde estão por meio da astúcia, sempre tendo que recorrer a meios grosseiros e ignóbeis. E de lambuja, uma renca clientelista que os seguem como baratas, aguardando avidamente o cheiro do dinheiro suado dos nossos impostos.

Coronéis, radialistas, televisivos, anistiados, filhos, sobrinhos e netos de anistiados. Tudo igual. O que sempre fica pra trás é uma sociedade civil fraca e impotente.

Ponha a mão na cabeça. Isso não está certo. Eu tenho que depender desse safado pra comer o pão de todo o dia? Tenho que abrir mão da moralidade pra viver, trabalhar, ser um cidadão honesto? Sou mesmo obrigado a isso? Ou concordei com isso? Ou concordei com a cornucópia de crimes e mentiras que lesa (e, sim, também mata) meus compatriotas? Sou uma engrenagem nesta máquina atroz?

Se sim, talvez seja uma hora de uma revolução. Uma revolução pelo que é certo.

Direita agora!